quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Diário de Bordo 7 - A volta para a casa

De Goiânia

Fim da jornada. Chegamos há exatamente quatro dias à capital goiana. A viagem de volta pareceu a mais cansativa, mas foi uma volta com gostinho de saudade de casa (afinal também temos um lindo pedacinho de mundo que nos pertence) e de missão cumprida.

No balanço o saldo foi extremamente positivo. Praticamente nada do que haviamos planejado deu errado. Tudo em grande parte graças ao excelente amigo e organizador de viagens Eduardo Sartorato, a quem não posso deixar de agradecer e de dar boa parte dos créditos.

Neste tipo de jornada a gente sempre sai mais enriquecido e não somente culturalmente, mas também em relação ao nosso autoconhecimento. É possível, por exemplo, notar que damos atenção para coisas que não merecem e que sempre deixamos passar tanta coisa boa. Por que não prestamos mais atenção a detalhes tão singulares?

Agora depois de muitas horas de sono repostas e de um descanso físico merecido podemos dizer que as baterias estão recarregadas, prontos para enfrentar as dificuldades normais do dia a dia.

E que venha a próxima jornada.

Obrigado a todos que acompanharam e deixaram comentários carinhosos. Ainda quero voltar a escrever sobre a viagem, mas já não mais como Diário de Bordo e sim ocasionalmente.

Abraços e até a próxima.







Fotos (de cima para baixo): No Coliseu à noite, em Mônaco, no primeiro hotel em Roma e na Euro Disney. Não perca também as fotos que adicionei aos posts anteriores, depois que retornamos ao Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Diário de Bordo 6 - De Volta a Roma

De Roma

Chegamos de volta a Roma, de Londres, ontem pela manhã em um voo da famosa companhia barateira Ryanair. O preço da viagem? 25 libras, cerca de quase 72 reais em valores de hoje. Cansadíssimos, ainda conseguimos um feito que o "santo guia de viagens" Eduardo Sartorato (já dissemos para ele montar uma agência) nos proporciou.

Depois de alguns hotéis bons e outros um pouco mais econômicos chegamos novamente à capital italiana para ficar em um hotel quatro estrelas por um preço bem mais em conta (tipo cerca de 30% do valor da alta estação).

Em Londres tudo correu às mil maravilhas. Conseguimos fazer milagres com o pouco tempo que tivemos. Conseguimos conhecer lugares obrigatórios como o Big Ben, a grande roda gigante camada London Eye, o parlamento, a St. Margaret's Church, o Palácio de Buckingham.

O passeio mais informativo, contudo, foi em uma cidade vizinha, Windsor, na qual visitamos o castelo onde vive a atual família real inglesa. De quebra ainda conseguimos comprar roupas muito baratas na Primark (camiseta a valor equivalente a 6 reais), conhecer a London City University, ir em um pub e ainda conhecer o Abbey Road Studios, na frente da qual está a famosa faixa de pedestre da capa de um dos discos dos Beatles (claro que também fizemos a nossa foto).

Chegando a Roma ontem tratamos de fazer os passeios que ainda faltavam desde nossa primeira estadia ao chegarmos. Já fizemos a famosa Fontana de Trevi, mais uma vez a Praça de São Pedro, além de praças lindas como Navona (onde está a embaixada do Brasil), Popolo e Spagna.

Hoje também conhecemos o Museu do Vaticano e a Capela Sistina. As lembracinhas do Vaticano são as mais caras de toda a viagem. Não é à toa que a igreja é rica... Fomos ainda ao Panteão. Antes de partir no sábado ainda queremos conhecer o interior da Basílica de São Pedro, do Coliseu, foros romanos e mais um outro lugar que não me lembro. Ufa! Haja pernas.

No mais, estamos encerrando a viagem com um sentimento de realização, com a certeza de que ainda teremos de voltar muitas vezes para conhecer ainda mais cada uma das cidades e seus infinitos pedacinhos que tem muita história para contar. E ainda estamos com o sentimento de ter realizado uma grande e esperada jornada.

sábado, 17 de outubro de 2009

Diário de Bordo 5 - Chegada a Londres

De Londres

Mudar de língua a toda hora é muito estressante. Acostumado ao francês por uma semana, hoje chegamos a Londres, terra de Chaaaaaaarles (com sotaque carregadíssimo). Mas pelo menos consigo me comunicar melhor.

Com o francês eu entendia muita coisa do que me falavam, mas na hora de falar... Era um sofrimento. O engraçado é que os franceses são mais prestativos do que eu esperava e muitos querem falar com você na sua língua. O porém é que a maioria deles pensa que nós, brasileiros, falamos espanhol! Pelo menos ainda não me disseram que nossa capital é Buenos Aires.

Aqui em Londres está incrivelmente menos frio do que em Paris. Chegamos perto da hora do almoço com uma hora de vantagem já que na Inglaterra é uma hora a menos do que na França. Quer dizer, são quatro horas a frente de diferença em relação ao horário de Brasília e a partir de amanhã serão somente três com nosso horário de verão.

Bem, vou indo porque "in this Sarturday night, we're going to a brazilian restaurant ('SaborMineiro') and after to a true british pub".

Good Night.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Diário de Bordo 4 - Euro Disney

De Paris

Hoje foi dia de Euro Disney. Eu não estava esperando muita coisa, mas acabei me surpreendendo. O dia pareceu menor por causa do tanto de atrações que tinhamos que frequentar.

Claro que não conseguimos ir em todos os brinquedos, mas os essenciais, visitamos. Muito bom. Mesmo que os parques americanos parecem maiores e mais variados, já deu para sentir um pouco do gostinho mágico da terra do Mickey.

Bon soir.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Diário de Bordo 3 - Segundo dia de Paris

De Paris

Hoje foi um dia estafante mas muito produtivo. Deixamos o Louvre para quinta-feira porque ele sempre fecha nas teras e porque amanha Eduardo quer ir para a EuroDisney (Deus nos perdoe, aff..., rs).

Sao quase 10 da noite e estamos caindo de cansaço. Fomos ainda nas igrejas de Notre Dame e Sacré Couer (Sagrado Coração), visitamos o quartier de Montmartre, conhecemos o Moulin Rouge, fizemos um passeio de barco pelo Sena e enfim subimos na Torre Eiffel.

Um dia inteiro de cansaço e muito, mas muito metrô (um transporte eficiente, mas que não deixa de ter seu labirintos cansativos). Agora só queremos banho e muitas horas de sono.

Par aujourd'hui, c'est fini. Au revoir.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Diario de Bordo - Em Paris

De Paris

Recuperando um pouco do que foi nossa primeira semana de viagem, não posso deixar de contar nossa experiência na migracao espanhola, dia 4, quando chegamos. Simplesmente não pediram nenhum dos documentos que arrumamos com tanta antecedência. Carimbaram a entrada e só.

De Madri voamos direto para Roma. Lá ficamos em um hotel super simpático, a cerca de 20 minutos do centro histórico. Deu somente para conhecer o Coliseu e o Vaticano (do lado de fora), porque no dia seguinte iríamos iniciar nossa viagem pelo interior da Toscana, região famosa do norte da Itália (voltaremos a Roma no final da viagem).

Por quase uma semana, conhecemos cidades muito simpáticas (pretendo voltar aqui para detalhar mais sobre cada). A mais antiga, Volterra, era de origem etrusca (antes dos romanos) e tinha mais de 3 mil anos. Em Florença (Firenze, para os italianos), fomos no segundo maior museu da Europa, Uffizi, onde esto obras conhecidas de artistas como Boticelli que pintou O Nascimento de Vênus.

Entramos na França na sexta-feira, quando pegamos um trem de Florenca para Marselha. Nesta última cidade alugamos um carro e fomos para o interior da região da Provença, durante o dia inteiro para conhecer algumas de suas cidades, incluindo Cannes (onde, claro, tiramos foto no teatro do festival), Principado de Mônaco (lá não resistimos e entramos no Mar Mediterrâneo) e Nice.

Ontem saimos de Marselha e viemos para Paris. Neste primeiro dia, já conhecemos lugares como o Arco do Trinfo e a Torre Eiffel (esta por fora, porque vamos subir depois). Além disso, hoje nos demos ao luxo de almoçar na famosa Avenida Champs Elysées e conhecemos o Museu do Louvre por fora (nele entramos amanhã).

No mais ainda ficaremos aqui até sabado, com uma programação intensa, sobre a qual conto depois. A única coisa que ainda ta incomodando um pouco é a diferenca a mais de cinco horas no fuso horário (nos primeiros dias estavamos muito cansados, mas aos poucos vamos melhorando).

sábado, 10 de outubro de 2009

Diário de Bordo

De Marselha (França)

Erika e eu decidimos fazer, inicialmente, uma espécie de diário da nossa viagem pela Europa, iniciada no último dia 3, mas com tanta coisa para fazer e pouca oportunidade para acessar internet, acabamos não dando conta.

Queremos voltar aos nossos blogs a partir dessa semana, quando estacionaremos em Paris. Chegaremos à Cidade Luz amanhã, domingo.

Em resumo até agora, já estivemos em cidades como Roma, Cecina, Volterra, Populônia, Pisa, Florença, Gênova (essas na Itália) e Nice, Principado de Mônaco, Cannes e Marselha (essas no sul da França). Na foto estamos ao lado de um dos carros que alugamos, na região da Toscana, Itália.

Logo conto mais detalhes (mais em www.erikalettry.blogspot.com) .

Paris aqui vamos nós!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O que o Orkut diz sobre seu lado profissional

Recebi um release jornalístico muito interessante sobre comportamento profissional e Orkut (ou similiares, como Facebook). São lições sobre a imagem pública que se pode criar nestes sites e que poucos se dão conta e muitos aprendem na prática, às vezes da pior maneira.

Muito utilizado pelos brasileiros, o Orkut tem muito a dizer ao seu chefe ou ao seu próximo chefe. É o que garantem especialistas em recursos humanos. Como é possível acrescentar qualquer informação no seu perfil e participar das mais diversas comunidades, você pode estar causando má impressão.

"O problema é quando isso invade a vida profissional", explicou Renato Grinberg, diretor Geral do portal de empregos Trabalhando.com.br, no material que recebi. “Comunidades como ‘Eu odeio trabalhar’ e ‘Detesto receber ordens’, por exemplo, podem agregar valor negativo à imagem do funcionário.”

Por isso, é preciso tomar cuidado com o que é colocado na internet. O Orkut, em especial, que domina as redes sociais no Brasil, tem aproximadamente 18 ilhões de usuários no País, segundo o Google. É o correspondente a 51% dos usuários da ferramenta em todo o mundo.

Para que não se prejudique, Renato Grinberg apresenta perfis comuns entre os usuários que precisam ter atenção redobrada para não comprometer a imagem profissional. Ele alerta: “Caso se identifique com alguns deles, cuidado! Pode estar na hora de mudar”.


O preguiçoso – É aquela pessoa que diz odiar acordar cedo e assume não gostar de trabalhar. Normalmente, o preguiçoso participa de várias comunidades que visam confirmar essa característica. As mais comuns são: “Eu odeio acordar cedo” e “Se trabalho fosse bom não era pago”;

O acomodado – “Se nada der certo viro hippie”. Quase 300 mil pessoas compartilham do mesmo desejo caso seus planos não vinguem no futuro. O acomodado não possui ambição de crescer profissionalmente e está feliz na posição que ocupa na empresa. A impressão que passa ao chefe ou recrutador é de que essa pessoa não tem visão de futuro que possa contribuir para o crescimento da companhia;

O bitolado – Essa é uma pessoa que gosta somente de uma coisa em específico. Pode ser um gosto musical, ideais e até mesmo uma única visão para a área de atuação. Isso é revelado nas diversas comunidades que participa sobre o mesmo tema, nas fotos e também na descrição do perfil escrita pelo usuário. Todos temos preferências, mas é preciso tomar cuidado para não parecer inflexível;

O baladeiro – Ele faz questão de mostrar a todos que gosta – e muito – de festas. Até então não há problemas, essa é uma questão pessoal que não influencia no trabalho. Mas a questão se agrava quando a situação é exagerada e as comunidades mostram irresponsabilidade. Como por exemplo: “Da balada ao trabalho” e “Eu trabalho de ressaca”. Com isso, essa pessoa mostra ser irresponsável e que não se importa com bom desempenho no dia seguinte;

O reclamão – É aquela pessoa que reclama de tudo: da vida, do trabalho, dos compromissos, dos chefes e até mesmo dos amigos. Normalmente adere a diversas comunidades que começam com “Eu odeio”, é pessimista e nunca está satisfeita. Imagine se o seu chefe olha seu Orkut e, de repente, encontra a comunidade “Eu odeio meu chefe”. O mais curioso é que as pessoas já sabem que correm esse risco e aderem à “Socorro, meu chefe está no Orkut!”. Assim sendo, é melhor rever seu perfil para que seu trabalho não seja comprometido.

Fonte: Image Press - Assessoria de Imprensa

sábado, 5 de setembro de 2009

Da série Twitter: o verdadeiro fenômeno

Sabe aquele cara totalmente analfabeto virtual ou aquela mocinha meio avoada que só usava a internet para bate-papo? Eles agora têm uma conta no Twitter. Não é exagero dizer que o site está se tornando o maior fenômeno mundial da rede.

Os defensores do Orkut podem até rogar, mas esse site de relacionamento popular, na verdade se tornou um sucesso de público somente no Brasil (tem perdido muito em quantidade para o Facebook, que está se tornando o verdadeiro Orkut mundial).

O verdadeiro sucesso de massa tem realmente sido o Twitter. Criei minha conta nele há cerca de um ano para escrever uma matéria sobre e na época ainda o achava uma verdadeira inutilidade (e realmente o era). Hoje o encaro como fonte de informações. Neste blog escrevi sobre ele duas vezes: uma para questioná-lo e outro para notar que o fenômeno se tornavam excelente ferramenta do jornalismo.

Mas foi no último mês, porém, que realmente me surpreendi com sua verdadeira força. Estou vendo de tudo em matéria de twitteiro: o executivo superocupado, a dona de casa sem tempo, as comadres fofoqueiras, apresentadores de TV loucos para aparecer, meu vizinho de prédio, chefes, subordinados, jornalistas ávidos por publicar o que já apuraram de informações. Todos querem aparecer no Twitter. Alguns já se tornaram verdadeiros viciados na ferramenta.

Para mim, a verdadeira razão para que todos estejam no site é que ninguém quer se sentir excluído. Quem quer? Além disso, como site obriga usuários a escrever pouco e, por isso, mesmo quem tem muita preguiça de se expressar adere. Pode-se até publicar do celular, de qualquer parte do mundo. É ou não o verdadeiro fenômeno?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Os loucos dos filmes

Semana passada, recebi o seguinte release jornalístico:

"Prezado Sr. Rodrigo Alves

Na próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, na locadora 2001 da Av. Sumaré 1.744, em São Paulo, a partir das 19h30, vou comemorar os 30 mil filmes assistidos (está tudo registrado em cadernos desde criança, por isso tenho o numero certo, na verdade 30.165!).

Gostaria de contar com a sua presença.

Obrigado,
Rubens Ewald Filho"


30 mil!? O homem é louco. Estive fazendo as contas. Nascido em 7 de março de 1945 (é isso mesmo que você pensou: ele pinta a barba e o cabelo!), aos 64 anos Rubens já viveu exatamente 23.553 dias até hoje (conte seus dias em http://www.dayofbirth.co.uk/). Quer dizer: em média ele viu 1,27 filme por dia vivido, se tivesse a capacidade de assistir ao primeiro assim que pulou para fora da mãe.

Como ele deve ter começado depois de uma certa idade, essa média na realidade é ainda maior. Sabe como ele faz para conseguir? Segundo ele mesmo, assite a dois ou três ao mesmo tempo. Já vi matérias com ele mostrando os televisores um ao lado do outro, com os filmes passando. Resta saber qual é a qualidade da crítica cinematográfica deste homem. Duvidosa, não?

Como os doidos andam em pares, também reconheço minha cota de loucura. Desde fevereiro deste ano, toda vez quando me sobra um tempinho, estou aos poucos tentando montar uma lista de todos os filmes a que já assisti.

É muito mais difícil do que imaginava (além do que descobri que até hoje assisti a muita porcaria). A meta é terminar até o fim do ano. A Erika tem me chamado de louco e concordo. Mas já estou muito curioso: de quanto será a média diária que este louco aqui, que viveu até hoje 9.325 dias, alcançará? Façam as apostas.